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Negras e negros em cena

Em sua 3ª edição, Mostra Benjamin de Oliveira será palco de apresentações de teatro, dança e performance protagonizados por atores e atrizes negros

De 13 a 24 de maio, o Teatro Oi Futuro Klauss Vianna e a Associação Cultural Tambor Mineiro recebem a 3ª edição da Mostra Benjamin de Oliveira, idealizada pela Cia. Burlantins. Com a proposta de ser um espaço de difusão e valorização do trabalho de atores e atrizes negros, a Mostra irá reunir performances e espetáculos de teatro e dança, lançamento de livros e de álbum, e encontros para debates e reflexão. Todas apresentações e atividades são gratuitas.

Será na Mostra Benjamin de Oliveira a estreia do novo espetáculo solo do bailarino Rui Moreira, CO ÊS, desenvolvido sob a orientação do coreógrafo internacionalmente reconhecido Patrick Acogny. A Mostra recebe também o festejado Coletivo Negro, de São Paulo, com {ENTRE}; os espetáculos Sapiências e Transbordas da Laia Cia de Danças Urbanas; e o projeto de dança-performance Maravalhas, de Benjamin Abras, que será criado por meio de uma oficina dentro da própria Mostra. {Entre}, Sapiências, Transbordas e Maravalhas foram selecionados para compor a programação entre 153 propostas vindas de mais de 50 cidades de 16 estados brasileiros. A curadoria foi formada por Grace Passô, Mauricio Tizumba e Alexandre de Sena.

Completando a programação, estão o espetáculo Madame Satã, do Grupo dos Dez, e Feito de Som e Fúria, a nova produção do Breaking no Asfalto. Ao lado das artes cênicas, a Mostra Benjamin de Oliveira ainda irá receber o show de lançamento do álbum Galanga Chico Rei, de Tizumba com produção musical de Sergio Santos, e o lançamento do catálogo Percursos do Sagrado: Irmandades do Rosário de Belo Horizonte e entorno.

As propostas formativas também farão parte da Mostra, que realizará dois encontros dedicados ao debate e à troca: uma roda de conversa com o Coletivo Negro intermediada por Alexandre de Sena, integrante do PLATEIA – Rede de Formação Artística; e outra sobre o livro “Africanidades e relações raciais: insumo para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil”, com a presença de autores e da organizadora Cidinha da Silva.

Antes de cada espetáculo da Mostra serão apresentados episódios da série Heróis de Todo Mundo, iniciativa que faz parte do A Cor da Cultura, projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira por meio de programas audiovisuais, fruto de uma parceria entre a Fundação Cultural Palmares e o Canal Futura. A série apresenta a biografia de brasileiros afro-descendentes que se destacam na cultura, história, ciência e vida política do país.

A terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira conta com patrocínio da Petrobras por meio do 3o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, e é realizada pela Cia Burlantins em parceria com a produtora cultural Napele Produções Artísticas.

MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA

Criada em 2013, a Mostra Benjamin de Oliveira surgiu como uma homenagem da Cia Burlantins ao primeiro palhaço negro do país e criador do circo-teatro brasileiro. Nascido em 1870, Benjamin de Oliveira era chamado de “Rei dos Palhaços”. Ao longo de suas edições, a Mostra vem se posicionando como um espaço de difusão e valorização do trabalho de atores e atrizes negros, buscando atuar na contramão de uma invisibilidade histórica desses corpos políticos. Sendo assim, a Mostra pretende-se espaço artístico, de reflexão, de formação, de luta e de resistência.

PONTO DE ENCONTRO

Para promover encontro e trocas, a Mostra Benjamin de Oliveira convida o público para o espaço de confraternização BAR DA MOSTRA, samba com Maurício Tizumba e convidados, na Associação Cultural Tambor Mineiro. Dias 16, 17, 22 e 23 de maio, sextas-feiras e sábados, às 22h. Entrada: R$ 15,00.

 Confira aqui a programação.

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Selecionados para a Mostra Benjamin de Oliveira

O processo que selecionou as propostas artísticas escolhidas para comporem a terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira teve início com o trabalho dos curadores – Alexandre de Sena, Grace Passô e Maurício Tizumba – que analisaram todas as inscrições e entraram em consenso sobre uma lista inicial. A partir dessa lista, a produção executiva da Mostra fez uma análise de viabilidades financeiras e técnicas. O resultado são os três trabalhos a seguir. Agradecemos a todos os inscritos.

{ENTRE}
Coletivo Negro // São Paulo – SP
Um conjunto habitacional e quatro vidas de parede-e-meia: uma mulher grávida e abandonada; um pai que deseja retornar ao seio familiar; um filho que busca encontrar seu caminho e identidade; e um médico que retorna ao local de nascimento e se reencontra com seu passado. No entrelaçamento dessas quatro vidas aparentemente comuns, revela-se, mesmo diante das adversidades, um sentido de preservação e celebração de suas histórias, bem como a necessidade do encontro do afeto.

MARAVALHAS
Benjamin Abras // Belo Horizonte – MG
Onze figuras abstraem o espaço público com seus corpos reverberando sons que os modificam, fazendo das linhas horizontais e verticais da arquitetura o palco para enredos que desconstroem as relações entre a realidade cotidiana dos transeuntes e a arquitetura. Realizada pela primeira vez em 2014 no Senegal, com a direção de Benjamin Abras e a participação de dançarinos do bairro Ouakam (localizado na periferia da cidade de Dakar), a nova performance será construída durante a Mostra Benjamin de Oliveira a partir de técnicas de improvisação do teatro e da dança afro-contemporânea.

SAPIÊNCIA / TransBORDAS
Laia Cia. de Danças Urbanas // Belo Horizonte – MG

O espetáculo “Sapiência” ancora-se na evolução das espécies, enfatizando a ancestralidade dos macacos ao homo sapiens moderno como conhecemos hoje. O espetáculo aborda a evolução versus o retrocesso humano. O espetáculo “TransBORDAS” parte de observações acerca do comportamento humano no cotidiano dos aglomerados e favelas de Belo Horizonte, mas realiza uma interpretação especialmente sobre a forma como esses labirintos de barracos, becos e lajes imprimem um jogo próprio aos corpos que ali habitam e circulam.

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A Mostra, a Lei e o atraso no anúncio da programação

Neste ano, a Mostra Benjamin de Oliveira tem a felicidade de contar com o patrocínio da Petrobras, via Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. Assim como a Mostra, esse prêmio está em sua terceira edição e configura uma importante conquista para tod@s @s artistas negr@s brasileir@s.

Foi a partir da aprovação neste Prêmio que começamos a planejar a terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira. Pouco tempo depois, recebemos a notícia que o projeto tinha sido aprovado também no edital da Oi que seleciona propostas aprovadas na Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Com os recursos oriundos dessas duas fontes, começamos a vislumbrar uma terceira edição com um outro formato, com inscrições abertas nacionalmente, trabalhos selecionados e convidados, ampliação das atividades formativas, incremento das ações de comunicação. Estávamos no momento de abrigar as escolhas da curadoria em nossa grade de programação, quando tivemos a notícia de que não seria possível recebermos, no exercício deste ano, recursos via Lei Estadual.

Para quem não sabe, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais vive um momento crítico. Nos últimos anos, a somatória de má gestão e inoperância, incluiu: a aprovação descontrolada de projetos, baseada apenas em critérios técnicos; a incapacidade de promover uma política pública cultural sustentável; o fortalecimento exclusivo do mecenato como mecanismo de incentivo; a disputa de recursos pelo próprio Estado para investimento em projetos próprios; o uso dos parcos recursos do fundo para financiamento de ações culturais de prefeituras; o gasto do ICMS destinado à cultura para o custeio dos shows da Copa do Mundo; entre outras ações desastrosas. Dentre as terríveis consequências para a cultura de Minas Gerais, uma perversa “bola de neve”, com projetos aprovados no ano anterior buscando recursos no ano corrente e, assim, sucessivamente. Em 2015, bastaram três meses para o anúncio de que não existe mais como investir.

No momento, estamos redimensionando o projeto e, em breve, comunicaremos sobre o processo de seleção. O período da Mostra e a parceria da Oi e do Oi Futuro continuam. A terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira vem aí e será linda e forte.

Cia. Burlantins

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Inscrições para a III Mostra Benjamin de Oliveira

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De novo, Mostra Benjamin

Em abril, o Oi Futuro BH recebe 14 atrações, entre espetáculos convidados, selecionados e peças da Cia Burlantins

Entre os dias 16 e 27 de abril, a Mostra Benjamin de Oliveira – que chega à sua 2ª edição – apresenta um leque diverso de manifestações artísticas que vão de intervenções urbanas a exibição inédita de um vídeo sobre uma Guarda de Congado de Belo Horizonte, passando por espetáculos teatrais, de dança e circo. Entre eles, alguns inéditos na capital mineira, como In Conserto, do Teatro Anônimo (RJ), uma das atrações que abrem a Mostra no Teatro Oi Futuro Klaus Vianna.

Ao todo, são 14 atrações gratuitas tendo a cultura-afro como tema ou elenco predominantemente composto por negros, vindas não só da capital mineira, mas também de Lagoa Santa (MG) e Rio de Janeiro. A Mostra, que em sua primeira edição, em 2013, foi sucesso de público e crítica, neste ano chega ainda mais diversa e englobando outros públicos. Além das exibições e espetáculos, haverá uma tarde de contação de histórias folclóricas e um encerramento com um cortejo do Boi da Manta. “Ao longo desses 10 dias, a riqueza cultural dos negros brasileiros torna-se protagonista. Esta edição, em especial, traz uma programação extensa e plural, com diferentes linguagens e propostas, unindo uma produção contemporânea sem perder de vista a pesquisa e a tradição”, afirma o idealizador da Mostra, Maurício Tizumba, da Cia Burlantins.

Para compor um rico panorama artístico-cultural, além dos espetáculos Clara Negra e Oratório – ambos da Cia Burlantins – e de outros cinco convidados, uma curadoria formada por Leandro Belilo e Alexandre de Sena selecionou trabalhos por meio de um chamamento público. Segundo Alexandre, é necessário ressaltar um caráter importante desse chamamento: “É uma ação que estimula a nós negros a escrevermos projetos e também, enquanto curadoria, a lançar um olhar sobre o que é produzido por corpos negros em formação e em diálogo com a tradição”, afirma. “Estivemos atentos a pesquisas – como a do grupo Zap18 – que dizem, por exemplo, de um jovem negro hoje, não somente em relação à sociedade, mas que passa também por de onde ele veio. Em certa medida, a manutenção de uma tradição viva em diálogo ou mesmo contaminado por questões contemporâneas”, completa.

O nome da Mostra já revela seu eixo temático. Benjamin de Oliveira, patrono da Burlantins desde a fundação do grupo, nasceu em 1870 e foi o primeiro palhaço negro do Brasil. É considerado o criador do circo-teatro brasileiro, gênero que levava para as ruas paródias de operetas, contos de fadas teatralizados e grandes clássicos da literatura. Nos entreatos, cantava lundus, chulas e modinhas em companhia de seu violão. Ao escolher o nome daquele que era conhecido como “Rei dos Palhaços”, a companhia reitera seu desejo de valorizar a riqueza cultural dos negros brasileiros.

Confira programação completa

 

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Mostra Benjamin de Oliveira em busca de espetáculos

Em sua segunda edição, a Mostra irá receber inscrições de grupos e artistas de Minas que tenham a cultura afro como tema ou um elenco predominantemente negro

A segunda edição da Mostra Benjamin de Oliveira já tem data e local: de 16 a 27 de abril, no Oi Futuro. Para compor a grade de programação, além de dois espetáculos da Cia Burlantins – Clara Negra e Oratório – e de cinco espetáculos convidados, a Burlantins está fazendo um chamamento público para conhecer espetáculos de teatro, dança e circo que tenham a cultura afro como tema ou um elenco predominantemente negro.  As inscrições são gratuitas e abertas a grupos e artistas de todos o Estado até o dia 16 de março. Os interessados devem acessar o formulário – cujo link está disponível na página facebook.com/burlantins – e preencher as informações solicitadas. É necessário ter um vídeo que mostre o trabalho.

O nome da mostra já revela seu eixo temático. Benjamin de Oliveira, patrono da Burlantins desde a fundação do grupo, nasceu em 1870 e foi o primeiro palhaço negro do Brasil. É considerado o criador do circo-teatro brasileiro, gênero que levava para as ruas paródias de operetas, contos de fadas teatralizados e grandes clássicos da literatura. Nos entreatos, cantava lundus, chulas e modinhas em companhia de seu violão. Ao escolher o nome daquele que era conhecido como “Rei dos Palhaços”, a companhia reitera seu desejo de valorizar a riqueza cultural dos negros brasileiros.

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Enfim, Mostra Benjamin de Oliveira

De janeiro a março de 2013, a continuação da primeira edição da Mostra teve dança, teatro, oficinas e duas estreias

O ano de 2013 começou com mais três meses de Mostra Benjamin de Oliveira pela frente. Já em janeiro, a Mostra recebeu novamente o espetáculo Faça Algum Barulho, da Rui Moreira Cia de Danças. Ao lado de Rodrigo Peres, com quem divide o palco em um dueto inusitado entre um b-boy e um palhaço da folia de reis, Rui Moreira, responsável pela coreografia e direção do espetáculo, ficou em cartaz de 3 a 27. Acompanhando o espetáculo, o bailarino ainda ofereceu a oficina gratuita Si ocê quizé vem, voltada para pessoas interessadas na relação entre o corpo e o movimento.

Oficina Si Ocê Quizé Vem

Outras duas oficinas também integraram a programação da Mostra no início do ano: a oficina Percussão Brasil, que teve início em dezembro, e o curso Caminhos do Palhaço: Primeiros Passos, realizado de 18 de fevereiro a 1° de março. A primeira, uma iniciativa do projeto Percussão Brasil, foi até o carnaval e contribuiu para a preparação de novos ritmistas para a crescente folia de rua de Belo Horizonte. A segunda, foi coordenada por Rodrigo Robleño, um dos mais conceituados artistas de Minas Gerais, e teve como objetivo trabalhar a figura do clown por meio de exercícios, debates e vídeos. Ao final, os “clowns” saíram pelas imediações da Funarte MG em uma ação na rua. “(A oficina) foi maravilhosa. Eu faço teatro e tinha muita vontade de conhecer o trabalho do palhaço. Para quem não conhecia, como eu, foi muito importante. Descobri que é disso que eu gosto!”, conta a atriz e estudante de artes cênicas, Dinalva Martins, uma das participantes.

Oficina Os Caminhos do Palhaço

A partir do dia 31 de janeiro, a Mostra foi palco para produções da própria Cia Burlantins e a compahia mostrou suas marcas registradas: musicais e mineiridade. Até o dia 3 de março ficou em cartaz Oratório – A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança, que traz os cantores e compositores Sérgio Pererê e Maurício Tizumba nos papéis do famoso fidalgo e de seu fiel cavaleiro. Tanto Oratório quanto Faça Algum Barulho integraram também a 39 Campanha de Popularização do Teatro e Dança. Depois, foi a vez da estreia de Clara Negra, que ficou em cartaz de 7 a 17 de março. A peça, que homenageou Clara Nunes e trouxe as várias facetas musicais da trajetória da cantora, emocionou o público, convertendo- se em um dos grandes sucessos da Mostra e da própria Burlantins. “Acabei de assistir e fiquei emocionado. Com certeza um lindo espetáculo. Precisa ser apresentado mais vezes e pelo Brasil afora”. “Todos fizeram um trabalho impressionante na noite passada em Belo Horizonte. Fiquei muito impressionado pela música, canto e por toda a produção. Sei pouco de Português, mas a mensagem foi muito clara”. “Espetacular!”. Os comentários postados na página da Cia Burlantins no Facebook por Pedro Soares Filho, Chris Monk e Ana Flávia de Castro, respectivamente, foram pincelados entre diversas manifestações entusiasmadas de pessoas que assistiram à peça. Oratório e Clara Negra contam com a direção da atriz, diretora e palhaça Paula Manata.

Clara Negra

Por fim, a Mostra Benjamin de Oliveira encerrou sua primeira edição com Munheca, uma releitura da Cia Burlantins de O Avarento, de Moliére. A peça, que trouxe Maurício Tizumba no papel principal e contou com a direção de Elisa Santana, ficou em cartaz até o dia 31 de março. Tizumba, idealizador da Mostra Benjamin de Oliveira e coordenador da Cia Burlantins, também assinou a direção musical de Clara Negra e Munheca.

Além do que se espera de uma mostra artística no que diz respeito à fruição estética, formação de público, circulação de produtos culturais e democratização do acesso à cultura, a Mostra Benjamin de Oliveira cumpriu o papel que se propunha desde o início: o de valorizar a cultura e os artistas negros brasileiros. “Eu parabenizo a Cia Burlantins pela iniciativa de fazer uma mostra com esse perfil, com esse tema, com esse recorte. Os atores negros tiveram em cena, tendo espaço para expressar a sua cultura de várias formas pelo prisma da arte. Isso é extremamente positivo, louvável. Durante a Mostra, o espaço da Funarte (Funarte MG) também foi apresentado à cidade. O público compareceu, como resultado desse eco que a Mostra provocou em Belo Horizonte”, diz Rui Moreira, e completa: “Quero muito que a Mostra Benjamin de Oliveira se repita. Que não seja só o acaso da ocupação do espaço da Funarte através de um edital, mas que ela possa permanecer na cidade e que possa ser esse espaço de circulação e difusão da produção afrodescente brasileira”.

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Munheca

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Clara Negra

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Cia Burlantins estreia duas peças em março

Grupo encerra Mostra Benjamin de Oliveira com temporada de Clara Negra e Munheca


No mês de março, o público que acompanha a Cia Burlantins poderá conferir o trabalho do grupo em dose dupla. Para o encerramento da Mostra Benjamin de Oliveira, também idealizada pela companhia, a Burlantins irá estrear dois novos espetáculos. Clara Negra, que fica em cartaz de 7 a 17 de março, e Munheca, que será apresentado de 21 a 31 do mesmo mês. As duas temporadas serão realizadas na Funarte MG (Rua Januária, 68, Floresta) e contam com apresentações de quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo, às 19h, com ingressos a 10 reais (inteira) e 5 reais (meia-entrada).

Clara Negra reúne no palco um elenco negro formado por nove artistas entre atores, cantores e músicos em uma homenagem a Clara Nunes. Com direção musical de Maurício Tizumba e direção de Paula Manata a peça apresenta ao público uma Clara Nunes eclética, com várias facetas e fases musicais. “Orgulho dessa mineira, da artista que ela foi para o Brasil. Ela foi ligada às raízes africanas, mas teve a capacidade de ser intérprete de tudo: forró, tango, bolero, samba… Sempre com a mesma categoria”, explica Tizumba. “São várias claras, várias fases e sentimentos”, completa Paula. As músicas, que têm arranjos de Everton Coroné e Alysson Salvador, são intercaladas com frases célebres da cantora e informações sobre sua vida e trajetória artística, como a mudança do interior de Minas para Belo Horizonte e da capital mineira para o Rio de Janeiro, até o reconhecimento e sucesso em todo o país.

Já Munheca segue a linha adotada pela Burlantins desde Oratório – A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança e propõe a releitura de mais um clássico, no caso O Avarento, de Moliére. O espetáculo traz Maurício Tizumba no papel do homem rico e acumulador que, de maneira mesquinha e patética, relaciona-se amorosamente apenas com o dinheiro. O elenco, também negro, conta com outros nove artistas. “O desafio foi descobrir nessa comédia atemporal uma cara atual”, diz a diretora da peça, Elisa Santana. Como traço emblemático da Burlantins, a releitura do texto clássico apresenta muita música e referências à cultura mineira.