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MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA CHEGA AO RIO DE JANEIRO

Neste ano, a Mostra Benjamin de Oliveira aporta no Rio de Janeiro e apresenta parte de sua programação para o público carioca no Oi Futuro Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema), de 23 a 27 de novembro, quarta-feira a domingo, com programação gratuita

A programação desta edição especial no Rio de Janeiro é composta por apresentações dos espetáculos Oratório – A saga de Dom Quixote e Sancho Pança, da Cia. Burlatins, e A morte de Antônio Preto, do artista Sérgio Pererê.

Também integra a programação a oficina Personagens interseccionais na crônica de Cidinha da Silva, ministrada pela autora – as inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link http://bit.ly/2fxrldf. A proseadora e dramaturga Cidinha da Silva lança também dois livros na Mostra: # Parem de nos matar! (Ijumaa, 2016) e Canções de amor e dengo (Me Parió Revolução, 2016).

A Mostra Benjamin de Oliveira em sua edição Rio conta com patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro. O espetáculo Oratório – A saga de Dom Quixote e Sancho Pança foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015.

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PROGRAMAÇÃO

23.11, quarta-feira
19h [oficina] Personagens interseccionais na crônica de Cidinha da Silva

Ministrada pela própria autora, a proseadora e dramaturga Cidinha da Silva, a oficina abordará a complexidade literária das personagens construídas por ela em seus cinco livros de crônicas e nas outras centenas de textos publicados pela autora na internet, com destaque para mulheres negras, população LGBT, homens negros, diversidade de faixas etárias – sujeitos dissonantes, de um modo geral.

24.11, quinta-feira
19h [literatura] Lançamento de livros de Cidinha da Silva

# PAREM DE NOS MATAR! | O livro # Parem de nos matar! (Ijumaa, 2016), décimo da escritora Cidinha da Silva, aborda o genocídio da população negra no Brasil, via extermínio físico de jovens negros, principalmente, e morte simbólica e cultural praticada pelas ferramentas de comunicação de massa. Foram selecionadas 72 crônicas escritas entre 2012 e 2016 que recobrem a interseção racismo e futebol, arte, políticas públicas de educação, imigração e cultura, movimentos sociais, homoafetividades e resistência a esse estado de coisas.

CANÇÕES DE AMOR E DENGO | O poemário Canções de amor e dengo (Me Parió Revolução, 2016), primeiro livro de poemas da escritora Cidinha da Silva, sintetiza no título o resgate do afeto, cada vez mais raro na poesia brasileira mais contemporânea. São poemas de vôos, da arte de ter asas e da engenharia de ser passarinho, expressos em linguagem coloquial com forte pegada lírica.

25.11 e 26.11, sexta-feira e sábado
20h [teatro] Oratório – A saga de Dom Quixote e Sancho Pança
roteiro: Eid Ribeiro / direção: Paula Manata
classificação: livre

Após ler muitos romances de cavalaria, um fidalgo castelhano perde a razão e passa a peregrinar em busca de aventuras como as de seus heróis. Espanha adentro, mundo afora. Agora, em terras mineiras, o icônico cavaleiro andante Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança reaparecem em um espetáculo que une elementos clássicos da obra de Miguel de Cervantes e da cultura brasileira. Para dar vida às personagens, os atores, músicos e compositores Sérgio Pererê e Maurício Tizumba estão à frente do elenco nos papéis do fidalgo e seu escudeiro. Como nos trabalhos anteriores da Cia. Burlantins, em “Oratório – A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança” a música é também personagem. Por meio dela, diferentes ritmos são visitados em um passeio pelo universo quixotesco.

27.11, domingo
20h [teatro] A morte de Antônio Preto
texto e direção: Sérgio Pererê

O espetáculo é um romance em forma de cordel que une música, poesia e contação de história com fortes referências em manifestações da cultura popular mineira, como a marujada e o catopê. Músicas já conhecidas de Sérgio Pererê se unem a cantigas populares.

SERVIÇO

Mostra Benjamin de Oliveira – Edição Rio de Janeiro
Oi Futuro Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema
Gratuito // retirada de senhas 30 min antes de cada espetáculo
Informações: (21) 3131- 9333 / burlantins.com.br/benjamin

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TEATROS NEGROS EM CENA

Em sua quarta edição, a Mostra Benjamin de Oliveira será palco de apresentações de teatro, dança e performance protagonizados por atores e atrizes negros

De 1º a 12 de junho, o Tambor Mineiro recebe a Mostra Benjamin de Oliveira, edição IV. Idealizada pela Cia. Burlantins, a mostra tem a proposta de ser um espaço de difusão e de valorização do trabalho de atores e atrizes negros. Performances, espetáculos de teatro e dança, intervenções circenses, lançamentos de publicações e exibição de um documentário fazem parte da programação. As apresentações serão a preços populares (R$10 inteira / R$5 meia-entrada).

A quarta edição da Mostra Benjamin de Oliveira recebe dois espetáculos em temporada de estreia: Mercedes, do Grupo Emú (Rio de Janeiro/RJ), e sarau Atemporal ou A mulher e as águas do tempo, peça do A-GRUPA: Teatro e Música (Belo Horizonte/MG). Além dos dois trabalhos, Revolver, do Coletivo Negro (São Paulo/SP); O grito do outro – o grito meu!, da Cia. Espaço Preto (Belo Horizonte/MG); A Lenda de Ananse – Um herói com rosto africano, do Teatro Negro e Atitude (Belo Horizonte/MG); e Isto Não É Uma Mulata, de Mônica Santana e Gameleira Artes Integradas (Salvador-BA) foram selecionados para compor a programação a partir de 109 inscrições de obras produzidas por grupos, coletivos e artistas de 23 cidades localizadas em 14 estados brasileiros. A curadoria foi formada por Alexandre de Sena, Aline Vila Real e Marcos Alexandre.

Completando a programação, estão o espetáculo de dança Projeto Black Sou, com Rui Moreira e convidados; Disputa Nervosa – Batalha de Passinhos, ação promovida pelo centro cultural Lá da Favelinha; Contos de Mitologia: Histórias para encantar (com apresentações gratuitas para estudantes da rede pública de ensino); e as cenas curtas O que não vaza é pele, Não conte comigo para proliferar mentiras e ROLEZINHO – nome provisório, com Alexandre de Sena e artistas convidados.

Ao lado das artes cênicas, a Mostra Benjamin de Oliveira ainda vai apresentar o documentário Minha Avó Era Palhaço (SP), que narra a desconhecida trajetória do palhaço Xamego, personagem criada pela atriz Maria Eliza Alves dos Reis, mulher negra que nas décadas de 1940 a 60, vestia-se de homem para entrar no picadeiro; e o lançamento da quarta edição da Revista Marimbondo, que lança um olhar íntimo e afetuoso sobre a história da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus – Irmandade Os Carolinos, a terceira mais antiga da cidade ainda em atividade, fundada em 1917.

Alinhada à proposta formativa da Mostra, a programação conta também com a oficina gratuita “Personagens interseccionais na crônica de Cidinha da Silva”, ministrada pela própria autora, que é prosadora e dramaturga e que também lançará na mostra seu livro Sobre-viventes!, atividade que contará com um conversa do público com ela e com o professor e doutor em Letras pela Faculdade de Letras da UFMG, Marcos Antônio Alexandre.

A quarta edição da Mostra Benjamin de Oliveira é realizada pela Cia Burlantins, tem patrocínio da Oi, produção da Napele Produções Artísticas, apoio do Oi Futuro e incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

>> Pela cultura sem racismo e por mais atores negros e atrizes negras em cena

Neste ano, artistas negros norte-americanos contestaram a premiação do Oscar pela ausência de indicados negros, colocando a questão da representatividade na pauta internacional. No Brasil e em Belo Horizonte, a questão da representatividade também vem incitando pesquisas, questionamentos e ações por parte dos movimentos negros.

De acordo com o IBGE, em pesquisa realizada em 2014, os negros e as negras correspondem a 54% da população brasileira, ou seja, mais da metade. Ainda assim, essa população é sub-representada nas telenovelas, na publicidade, no cinema nacional, nos festivais de Artes Cênicas e em diversas outras áreas. Estudos do Gemma (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa do IESP-UERJ) apontam que apenas 8,6% das atrizes e atores das telenovelas brasileiras são negros e negras, e que às atrizes negras e aos atores negros, o cinema nacional delega somente 20% de seus papeis de destaque, sendo 4% para as mulheres negras, um grupo ainda mais sub-representado. Uma sondagem feita pela própria equipe da Mostra Benjamin de Oliveira na programação de sete edições de seis grandes festivais de Artes Cênicas do país, constatou que dos 235 espetáculos apresentados, 8 tinham dramaturgias dos teatros negros, ou seja, menos de 1%.

Esse contexto amplifica a importância de ainda existirem espaços como a Mostra Benjamin de Oliveira, que abriga as narrativas, os discursos e os corpos dos atores negros e das atrizes negras, além de trazer espetáculos e ações onde a questão da negritude transversalizada pela questão de gênero.

Programação completa aqui.

.: SERVIÇO

Mostra Benjamin de Oliveira, edição IV, de 1 a 12 de junho

Tambor Mineiro (R. Ituiutaba, 339 – Prado)

Entrada: R$10,00 (inteira) / R$5,00 (meia-entrada)

Na bilheteria, a partir de uma hora antes dos espetáculos

[Oficinas, lançamentos de publicações e atividades para escolas públicas serão gratuitas]

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UM INFORME, UM GRITO E UM CHAMADO

Informamos que a Mostra Benjamin de Oliveira, realizada pela Cia Burlantins e que teria sua quarta edição na Funarte MG, por meio do edital Cena Aberta Funarte 2015 – Minas Gerais, teve todas as suas atividades transferidas para a sede do Tambor Mineiro (Rua Ituitaba, 339, Prado). As datas e horários permanecem os mesmos, conforme programação divulgada: http://bit.ly/1Ns19ww

Desde o início da ocupação da Funarte MG por ativistas da cultura e dos Direitos Humanos que compõem a movimentação Funarte MG Ocupada no dia 17 de maio, o nosso desejo e esforço foi para manter a Mostra no espaço, integrada às atividades da ocupação. Corroboramos com os gritos que dali ecoam. A Cia. Burlantins não reconhece esse governo ilegítimo e repudia os retrocessos já em curso e o ataque aos direitos conquistados. Diante da decisão da Direção Executiva da Funarte de não dar prosseguimento à programação dos espaços, no entanto, a mudança se fez necessária.

Convidamos artistas e público a prestigiar a Mostra Benjamin de Oliveira. Seguimos juntas e juntos, ocupando todos os espaços com nossos corpos, afetos, discursos e narrativas.

“Se junte à irmandade, irmão, se aquilombe”.

Cia Burlantins

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Trabalhos selecionados

em 2016, a Mostra Benjamin de Oliveira recebeu 109 inscrições de trabalhos produzidos por grupos, coletivos e artistas de 23 cidades brasileiras localizadas em 14 estados. foi com alegria que a curadoria aceitou o desafio de se debruçar sobre e se deixar afetar por tantas produções potentes. e é com felicidade ainda maior que divulgamos agora os trabalhos selecionados para a quarta edição desta mostra de arte e resistência:
 
> A Lenda de Ananse – Um herói com rosto africano | Teatro Negro e Atitude (Belo Horizonte/MG)
> Isto Não É Uma Mulata | Mônica Santana e Gameleira Artes Integradas (Salvador/BA)
> Mercedes | Grupo Emú (Rio de Janeiro/RJ)
> O grito do outro – o grito meu! | Cia. Espaço Preto (Belo Horizonte/MG)
> Revolver | Coletivo Negro (São Paulo/SP)
> Sarau Atemporal ou A mulher e as águas do tempo | A-Grupa: Teatro e Música (Belo Horizonte/MG)
 
que venham mais encontros e trocas: a Mostra Benjamin de Oliveira 2016 vai ser realizada entre os dias 1º e 12 de junho, na Funarte MG. em breve, programação completa. #NegrxsEmCena

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Em breve, resultados

inscritosGrupos, coletivos e artistas de 23 cidades brasileiras (14 estados) encaminharam seus trabalhos para a Mostra Benjamin de Oliveira, totalizando 109 inscrições. Saltam aos nossos olhos um Brasil negro, forjado em força, arte e resistência.

Daqui pra frente, alegrias, encontros e grandes desafios para a curadoria. Em breve, resultados.

[imagem: intervenção sobre foto do espetáculo Pele, da Cia Clanm, foto Letícia Souza]

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Inscrições nacionais para a Mostra Benjamin de Oliveira

A Cia Burlantins está procurando por espetáculos de circo, dança, teatro e performance para comporem a grade de programação da quarta edição da Mostra Benjamin de Oliveira, a ser realizada de 1 a 12 de junho, em Belo Horizonte-MG.

Podem encaminhar seus trabalhos até o dia 27 de março, grupos, coletivos e artistas de todo o país, com espetáculos de diferentes linguagens cênicas e performances, que tenham um elenco predominantemente formado por atores e atrizes negrxs.

Uma curadoria especializada irá escolher trabalhos que receberão um cachê no valor de 4 mil reais e auxílio logístico e técnico. Eles devem estar disponíveis para apresentação nas datas determinadas pela produção e serem possíveis de serem executados dentro das possibilidades técnicas da Mostra, que será realizada na Funarte MG (veja especificações técnicas: bit.ly/1VVOmS4).

Para dúvidas: burlantins@gmail.com

O formulário está disponível neste link: http://goo.gl/forms/BbAJRd7QoY

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Roda de Conversa com o Coletivo Negro-SP

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Negras e negros em cena

Em sua 3ª edição, Mostra Benjamin de Oliveira será palco de apresentações de teatro, dança e performance protagonizados por atores e atrizes negros

De 13 a 24 de maio, o Teatro Oi Futuro Klauss Vianna e a Associação Cultural Tambor Mineiro recebem a 3ª edição da Mostra Benjamin de Oliveira, idealizada pela Cia. Burlantins. Com a proposta de ser um espaço de difusão e valorização do trabalho de atores e atrizes negros, a Mostra irá reunir performances e espetáculos de teatro e dança, lançamento de livros e de álbum, e encontros para debates e reflexão. Todas apresentações e atividades são gratuitas.

Será na Mostra Benjamin de Oliveira a estreia do novo espetáculo solo do bailarino Rui Moreira, CO ÊS, desenvolvido sob a orientação do coreógrafo internacionalmente reconhecido Patrick Acogny. A Mostra recebe também o festejado Coletivo Negro, de São Paulo, com {ENTRE}; os espetáculos Sapiências e Transbordas da Laia Cia de Danças Urbanas; e o projeto de dança-performance Maravalhas, de Benjamin Abras, que será criado por meio de uma oficina dentro da própria Mostra. {Entre}, Sapiências, Transbordas e Maravalhas foram selecionados para compor a programação entre 153 propostas vindas de mais de 50 cidades de 16 estados brasileiros. A curadoria foi formada por Grace Passô, Mauricio Tizumba e Alexandre de Sena.

Completando a programação, estão o espetáculo Madame Satã, do Grupo dos Dez, e Feito de Som e Fúria, a nova produção do Breaking no Asfalto. Ao lado das artes cênicas, a Mostra Benjamin de Oliveira ainda irá receber o show de lançamento do álbum Galanga Chico Rei, de Tizumba com produção musical de Sergio Santos, e o lançamento do catálogo Percursos do Sagrado: Irmandades do Rosário de Belo Horizonte e entorno.

As propostas formativas também farão parte da Mostra, que realizará dois encontros dedicados ao debate e à troca: uma roda de conversa com o Coletivo Negro intermediada por Alexandre de Sena, integrante do PLATEIA – Rede de Formação Artística; e outra sobre o livro “Africanidades e relações raciais: insumo para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil”, com a presença de autores e da organizadora Cidinha da Silva.

Antes de cada espetáculo da Mostra serão apresentados episódios da série Heróis de Todo Mundo, iniciativa que faz parte do A Cor da Cultura, projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira por meio de programas audiovisuais, fruto de uma parceria entre a Fundação Cultural Palmares e o Canal Futura. A série apresenta a biografia de brasileiros afro-descendentes que se destacam na cultura, história, ciência e vida política do país.

A terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira conta com patrocínio da Petrobras por meio do 3o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, e é realizada pela Cia Burlantins em parceria com a produtora cultural Napele Produções Artísticas.

MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA

Criada em 2013, a Mostra Benjamin de Oliveira surgiu como uma homenagem da Cia Burlantins ao primeiro palhaço negro do país e criador do circo-teatro brasileiro. Nascido em 1870, Benjamin de Oliveira era chamado de “Rei dos Palhaços”. Ao longo de suas edições, a Mostra vem se posicionando como um espaço de difusão e valorização do trabalho de atores e atrizes negros, buscando atuar na contramão de uma invisibilidade histórica desses corpos políticos. Sendo assim, a Mostra pretende-se espaço artístico, de reflexão, de formação, de luta e de resistência.

PONTO DE ENCONTRO

Para promover encontro e trocas, a Mostra Benjamin de Oliveira convida o público para o espaço de confraternização BAR DA MOSTRA, samba com Maurício Tizumba e convidados, na Associação Cultural Tambor Mineiro. Dias 16, 17, 22 e 23 de maio, sextas-feiras e sábados, às 22h. Entrada: R$ 15,00.

 Confira aqui a programação.

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Selecionados para a Mostra Benjamin de Oliveira

O processo que selecionou as propostas artísticas escolhidas para comporem a terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira teve início com o trabalho dos curadores – Alexandre de Sena, Grace Passô e Maurício Tizumba – que analisaram todas as inscrições e entraram em consenso sobre uma lista inicial. A partir dessa lista, a produção executiva da Mostra fez uma análise de viabilidades financeiras e técnicas. O resultado são os três trabalhos a seguir. Agradecemos a todos os inscritos.

{ENTRE}
Coletivo Negro // São Paulo – SP
Um conjunto habitacional e quatro vidas de parede-e-meia: uma mulher grávida e abandonada; um pai que deseja retornar ao seio familiar; um filho que busca encontrar seu caminho e identidade; e um médico que retorna ao local de nascimento e se reencontra com seu passado. No entrelaçamento dessas quatro vidas aparentemente comuns, revela-se, mesmo diante das adversidades, um sentido de preservação e celebração de suas histórias, bem como a necessidade do encontro do afeto.

MARAVALHAS
Benjamin Abras // Belo Horizonte – MG
Onze figuras abstraem o espaço público com seus corpos reverberando sons que os modificam, fazendo das linhas horizontais e verticais da arquitetura o palco para enredos que desconstroem as relações entre a realidade cotidiana dos transeuntes e a arquitetura. Realizada pela primeira vez em 2014 no Senegal, com a direção de Benjamin Abras e a participação de dançarinos do bairro Ouakam (localizado na periferia da cidade de Dakar), a nova performance será construída durante a Mostra Benjamin de Oliveira a partir de técnicas de improvisação do teatro e da dança afro-contemporânea.

SAPIÊNCIA / TransBORDAS
Laia Cia. de Danças Urbanas // Belo Horizonte – MG

O espetáculo “Sapiência” ancora-se na evolução das espécies, enfatizando a ancestralidade dos macacos ao homo sapiens moderno como conhecemos hoje. O espetáculo aborda a evolução versus o retrocesso humano. O espetáculo “TransBORDAS” parte de observações acerca do comportamento humano no cotidiano dos aglomerados e favelas de Belo Horizonte, mas realiza uma interpretação especialmente sobre a forma como esses labirintos de barracos, becos e lajes imprimem um jogo próprio aos corpos que ali habitam e circulam.

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A Mostra, a Lei e o atraso no anúncio da programação

Neste ano, a Mostra Benjamin de Oliveira tem a felicidade de contar com o patrocínio da Petrobras, via Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. Assim como a Mostra, esse prêmio está em sua terceira edição e configura uma importante conquista para tod@s @s artistas negr@s brasileir@s.

Foi a partir da aprovação neste Prêmio que começamos a planejar a terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira. Pouco tempo depois, recebemos a notícia que o projeto tinha sido aprovado também no edital da Oi que seleciona propostas aprovadas na Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Com os recursos oriundos dessas duas fontes, começamos a vislumbrar uma terceira edição com um outro formato, com inscrições abertas nacionalmente, trabalhos selecionados e convidados, ampliação das atividades formativas, incremento das ações de comunicação. Estávamos no momento de abrigar as escolhas da curadoria em nossa grade de programação, quando tivemos a notícia de que não seria possível recebermos, no exercício deste ano, recursos via Lei Estadual.

Para quem não sabe, a Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais vive um momento crítico. Nos últimos anos, a somatória de má gestão e inoperância, incluiu: a aprovação descontrolada de projetos, baseada apenas em critérios técnicos; a incapacidade de promover uma política pública cultural sustentável; o fortalecimento exclusivo do mecenato como mecanismo de incentivo; a disputa de recursos pelo próprio Estado para investimento em projetos próprios; o uso dos parcos recursos do fundo para financiamento de ações culturais de prefeituras; o gasto do ICMS destinado à cultura para o custeio dos shows da Copa do Mundo; entre outras ações desastrosas. Dentre as terríveis consequências para a cultura de Minas Gerais, uma perversa “bola de neve”, com projetos aprovados no ano anterior buscando recursos no ano corrente e, assim, sucessivamente. Em 2015, bastaram três meses para o anúncio de que não existe mais como investir.

No momento, estamos redimensionando o projeto e, em breve, comunicaremos sobre o processo de seleção. O período da Mostra e a parceria da Oi e do Oi Futuro continuam. A terceira edição da Mostra Benjamin de Oliveira vem aí e será linda e forte.

Cia. Burlantins